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/ Derek Chauvin, acusado pela morte de George Floyd
Foco 22/04/2021

Condenação de Chauvin abre espaço para investigações

O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, anunciou uma investigação que deve analisar práticas de abordagem policial de todo o estado de Minneapolis. A decisão aconteceu um dia depois do ex-agente Derek Chauvin  ser condenado pela morte do afro-americano George Floyd. Ano passado, o episódio foi responsável por desencadear protestos antirracistas ao redor do mundo depois da divulgação das cenas do homem negro sendo sufocado pelo joelho do policial até a morte.

De acordo com Galarnd, a Procuradoria dos EUA  considera o uso de um “decreto de consentimento” – basicamente um acordo entre o órgão e o departamento de polícia de Minneapolis – para alterar e analisar qualquer tipo de padrão ou prática dos agentes que pode ser considerado ilegal e inconstitucional, como força excessiva.

A recente decisão de Garland sobre os decretos de consentimento também marca um dos “primeiros movimentos significativos da Casa Branca de [Joe] Biden [presidente dos EUA] para responsabilizar as forças policiais em caso de violação de leis federais”, apontou o jornal americano The New York Times.

Preso em uma penitenciária de segurança máxima, para sua própria segurança, Derek Chauvin foi  considerado culpado, na terça-feira, pelo assassinato de Floyd e condenado em três categorias de homicídio.

Agora, de acordo com a CNN, as atenções também devem se voltar para os outros três polícias que participaram da abordagem de Floyd com Chauvin. São eles: Tou Thao, Alexander Kueng e Thomas Lane.