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Foco 21/04/2021

Pandemia ‘pausa’ sonho do intercâmbio, mas momento é ideal para se planejar

Período pode servir para aprimorar habilidades; programas também estão mais acessíveis

Quem já estava praticamente de malas prontas para viver uma experiência fora do País teve de adiar os planos com a chegada da Covid-19. Fronteiras fechadas e inúmeras restrições resultaram em uma pausa no sonho do intercâmbio. Contudo, o momento de espera até que o mundo volte a girar com uma certa normalidade pode ser uma grande oportunidade para se preparar melhor para o desafio ou mesmo se beneficiar de promoções e vantagens oferecidas por empresas especializadas.

“Com a impossibilidade de embarcar neste momento, as pessoas ganharam mais tempo para planejar a sua experiência no exterior. Quanto mais dedicada a pesquisa sobre os destinos e cursos disponíveis, maior será a satisfação do estudante durante o programa”, afirma Rui Pimenta, diretor nacional da agência STB (Student Travel Bureau).

Pimenta conta que o trabalho de consultoria aos interessados em viver no exterior ganhou ainda mais força na pandemia. “Nosso objetivo é traçar o melhor caminho para as metas de cada estudante, afinal as pessoas têm perfis, sonhos e expectativas distintos. Por isso, a personalização é tão importante e faz toda a diferença.”

O planejamento financeiro também é fundamental. “O que acontecia é que, antes, a maioria das pessoas preferia se organizar para juntar o dinheiro e fechar o intercâmbio pouco tempo antes do embarque. Hoje, muito influenciados por facilidades como o pagamento parcelado, pelo momento do País e pela impossibilidade do embarque imediato, as pessoas têm fechado programas para viajar em 2022 e 2023”, completa Pimenta.

Momento de se aprimorar

Vanessa Melo, CEO da SEDA College Online, aconselha que aqueles que desejam fazer intercâmbio aproveitem o tempo de isolamento para investir em habilidades, de forma a chegar mais preparados para encarar uma vivência no exterior.

“A pandemia e o lockdown pegaram todos de surpresa, mas, para muitos, este está sendo um momento de desenvolvimento pessoal, em que novos hobbies e habilidades foram descobertos ou aprimorados. Sugiro que as pessoas invistam o seu tempo em se atualizar e melhorar o inglês. Para isso, existem muitos cursos on-line”, afirma.

O ensino a distância, aliás, deixou de ser uma escolha e passou a ser necessidade. “Esta é uma ótima alternativa para este período pandêmico e permite que as pessoas se qualifiquem sem sair de casa. Na SEDA College Online, por exemplo, batemos recorde de alunos estudando simultaneamente”, aponta Vanessa.

Ainda segundo a CEO, é possível que os intercambistas possam começar a embarcar a partir de segundo semestre ainda deste ano. Porém, isso vai depender do destino escolhido.

“Algumas companhias aéreas na Europa, por exemplo, já abriram uma carteira online para os vacinados subirem seus registros. Acreditamos que essa oportunidade chegará para cada vez mais pessoas ao redor do mundo, dia a dia”, diz Vanessa.

Dólar nas alturas é impeditivo?

Pixabay

Apesar da alta cotação do dólar, os especialistas acreditam que este é sim um bom momento para investir no sonho, uma vez que as empresas estão facilitando as viagens futuras.

“As condições e benefícios estão excelentes para quem quer fechar seu intercâmbio agora. Várias escolas parceiras estão com descontos inéditos, que variam entre 20% e 40% para os estudantes que querem viajar em 2022 ou 2023. Além disso, há quem já esteja se planejando para se mudar para o exterior e continuar trabalhando remotamente para empresas do Brasil. Agora é o momento de começar a negociar. Mesmo com o dólar alto, com as promoções das escolas os preços dos cursos estão bem atraentes para quem quer viajar nos próximos dois anos”, garante Pimenta.

“O dólar está alto e, infelizmente, não conseguimos contornar essa realidade. Entretanto, ainda assim esta está sendo a melhor hora para fechar o intercâmbio. Muitas escolas e agências estão com ofertas nunca antes vistas, então, ainda com o dólar alto, o investimento está saindo menor do que o período pré-pandemia”, completa Vanessa.