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/ Paulo Marques/Photo Press/Folhapress
Foco 20/04/2021

Promessa de vacina esfria greve no metrô e nos ônibus de SP

Convocada para esta terça-feira (20) em razão da pandemia da covid-19, a greve no transporte público da capital, que poderia interromper o metrô e o serviço dos ônibus municipais, foi suspensa pelos trabalhadores.

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Os metroviários desistiram da paralisação após o governo do estado confirmar que vai colocar a categoria entre os grupos prioritários da vacinação. Já os motoristas e cobradores ainda não foram incluídos na campanha, mas também descartaram cruzar os braços após promessa do Palácio dos Bandeirantes de que vai estudar uma forma de incorporá-los.

Pelo novo calendário, que deverá ser oficializado hoje pelo governador João Doria (PSDB), os funcionários do transporte público sobre trilhos serão vacinados a partir de 11 de maio.
Serão imunizados os operadores da CPTM (trens) e do metrô, de todas as idades, e também os profissionais com mais de 47 anos de idade e que desempenham funções em que há contato com passageiros – como fiscais, bilheteiros e seguranças.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, quase 9,5 mil pessoas, incluindo aí funcionários terceirizados, vão receber as doses contra o novo coronavírus.

A greve havia sido aprovada pelos metroviários em assembleia no início do mês e foi oficialmente suspensa ontem após a realização de novo encontro. Ainda que tenha descartado a paralisação, a categoria ainda faz cobranças, pois considera ter sido apenas parcialmente atendida e pretende estender a imunização para todos os trabalhadores.

Ônibus

Reunidos no Sindmotoristas, os condutores e os cobradores dos ônibus municipais decidiram na tarde de ontem que fariam greve de 24 horas para pressionar pela vacinação. Já no início da noite, os representantes do sindicato foram chamados ao Palácio dos Bandeirantes para negociar uma alternativa e desistiram da paralisação. Ficou decidido que um grupo de trabalho será criado para discutir a imunização.

Em nota, o governo do estado disse entender “que é importante imunizar os trabalhadores do transporte, não só pelos riscos que correm, mas, sobretudo, por serem essenciais no funcionamento da sociedade. Assim como fizemos com outras categorias, precisamos construir de forma coletiva este plano.”