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Foco 15/04/2021

Sedentário tem mais que o dobro de chance de evoluir para caso graves de covid-19

Um estudo realizado com quase 50 mil pacientes por pesquisadores norte-americanos revelou que pessoas sedentárias há pelo menos dois anos antes da pandemia são mais propensas a serem hospitalizadas e necessitarem de atendimento em UTIs (Unidade de Atendimento Intensivo) se forem infectadas pelo coronavírus.

A pesquisa comparou pacientes sedentários com os que fazem regularmente pelo menos 150 minutos de exercícios físicos por semana. Esses últimos, indica o estudo, são menos propensos a desenvolverem a forma mais grave da covid-19.

Um fato que chamou a atenção dos pesquisadores foi que entre os fatores de risco para a doença, apenas a idade avançada e o transplante de órgãos superam o sedentarismo. Todos os outros fatores, como obesidade, tabagismo, hipertensão e doenças cardiovasculares oferecem risco menor.

Para analisar o impacto do sedentarismo em pacientes foi comparada a evolução de 48.440 pacientes com covid-19 entre janeiro e outubro de 2020, com idade média de 47 anos e predominância de mulheres (62%).

Metade do grupo pesquisado não apresentava doenças prévias, 20% tinha pelo menos uma comorbidade e 32% tinha duas ou mais.

 Cerca de 9% desses pacientes foram hospitalizados e 2% morreram e após considerados dados como etnia, idade e comorbidade descobriu-se que as pessoas sedentárias tinham mais que o dobro de chances de serem internados, em comparação com as mais ativas.

O estudo foi publicado nesta quarta-feira (13) na British Journal of Sports Medicine.