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Foco 14/04/2021

1,5 milhão de pessoas não retornaram para receber a segunda dose da vacina contra covid-19

Por : Diego Brito - Metro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou ontem que cerca de 1,5 milhão de brasileiros não retornaram para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19. O número corresponde a pouco mais de 6% de todas as pessoas que já receberam a primeira aplicação no Brasil – 24,3 milhões.

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Atualmente, duas vacinas estão sendo utilizadas de forma emergencial no país: a CoronaVac e a de Oxford. A produzida pelo Instituto Butantan necessita da segunda aplicação entre 21 e 28 dias depois da primeira para atingir o nível de eficácia que garante a proteção. Quem tomou o imunizante desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a universidade britânica deve voltar ao posto de saúde após três meses.

Queiroga afirmou que as doses estavam disponíveis no local de aplicação, mas as pessoas não compareceram. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana, o governo federal prepara uma força-tarefa para notificar os brasileiros que não retornaram para receberam a segunda dose. “Vamos emitir uma lista com essa situação e discutir uma forma para buscar essas pessoas para a aplicação”, disse.
Ela também afirmou que a orientação para quem perdeu o prazo é procurar “o quanto antes” um posto de vacinação para ficar em dia com a imunização.

O estado de São Paulo é o que possui mais pessoas com a segunda dose atrasada: 343.925 mil. Em seguida vem a Bahia, com 148.877. Logo após está o Rio de Janeiro, em terceiro, com 143.015 moradores que não receberam a aplicação no tempo correto.

Dose fundamental

De acordo com o médico infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas Luis Fernando Waib, o número de pessoas que não retornaram para receber a segunda aplicação é “significativo”.

“Diante do total de doses aplicadas, 1,5 milhão é um número significativo. Esse atraso pode ocorrer por vários motivos. Como falta de atenção, esquecimento, desleixo, ou até erro de comunicação e informação”, disse.

O infectologista também ressaltou a importância da segunda dose no processo de imunização da população brasileira. “A segunda dose é fundamental por ser o reforço da vacina. É a dose que é aplicada para que o sistema imunológico do paciente fique efetivamente protegido contra o coronavírus.”

“A recomendação é que na medida do possível a pessoa não deixe passar o período para tomá-la, porque pode acabar desenvolvendo a doença mesmo com a primeira aplicação”, completou Waib.