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Ao lado da vice Kamala Harris, Biden falou ontem sobre o decreto no jardim da Casa Branca / Alex Wong/Getty ImagesAo lado da vice Kamala Harris, Biden falou ontem sobre o decreto no jardim da Casa Branca / Alex Wong/Getty Images
Foco 09/04/2021

Biden anuncia ações contra acesso às armas de fogo

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na quinta-feira (8) uma série de decretos para diminuir a violência armada no país, semanas depois que dois ataques a tiros consecutivos deixaram 18 mortos e empurraram a questão da legislação sobre armas para o primeiro plano do governo americano.

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Um dos objetivos do decreto é impedir a proliferação das chamadas armas fantasmas – kits que permitem que uma arma seja montada a partir de outras peças – o que dificulta o rastreamento da munição.
As medidas acontecem no momento em que Biden está sob pressão da ala progressista do seu partido, o Democrata, para lidar com a violência armada no país.

Na quinta, o presidente afirmou que o país não podia “esperar mais um minuto” para enfrentar a “epidemia” de armas, assunto esse que o líder democrata categorizou de “constrangimento internacional”.

Os EUA têm o maior número de munições do mundo: 393,3 milhões, estima a organização Small Arms Survey, o que supera a população do país, de 325 milhões. O país enfrenta quase 40 mil mortes violentas anuais. Os americanos são 4,4% da população mundial, mas possuem 42% das armas existentes.

O direito à posse em casa é garantido em nível federal e normas estaduais definem quem pode portá-la livremente nas ruas e como as armas podem ser compradas. Em muitos estados, uma munição pode ser comercializada em supermercado.

Como o Congresso dificilmente aprovará qualquer legislação sobre armas agora, a Casa Branca ressaltou a importância das ações executivas como um ponto de partida mais realista para cumprir as promessas de campanha de Biden para acabar com a violência armada. Susan Rice, diretora do Conselho de Política Doméstica, atuou como pessoa de referência do governo nas próximas ações executivas.

De acordo com a CNN, o presidente também anunciou o defensor do controle de armas, David Chipman, para comandar o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, que investiga a área.