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Cemitério da Vila Formosa em janeiro / Getty ImagesCemitério da Vila Formosa em janeiro / Getty Images
Foco 05/04/2021

Brasil pode ter 100 mil mortes por covid em abril, diz estudo

Depois de registrar 66 mil mortes ligadas à covid-19 apenas em março, o Brasil pode ter um mês de abril ainda mais letal. De acordo com projeção do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unido, quase 100 mil mortes por causa da doença podem ocorrer no país neste mês.

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Segundo o levantamento, o número de óbitos pode superar os 400 mil no dia 30 de abril. No pior dos cenários, pode chegar a 422.074 mortes pelo novo coronavírus quando o mês se encerrar. No melhor, 418.950.

Os três panoramas analisados para o Brasil (veja ao lado) têm como base de cálculo os 325.559 mortos no final de março – acumulados desde o início da pandemia. As proporções dependem de fatores como a disseminação de variantes do vírus, a mobilidade de pessoas não vacinadas, uso de máscaras e o respeito ao distanciamento social. 

A universidade prevê o pico de mortes diárias em 24 de abril, quando os óbitos podem passar de 4 mil em 24 horas. Até aqui, o recorde de mortos em apenas um dia foi de 3.869, registrado em 31 de março.

Até 1º de julho, última data incluída na previsão da instituição, o total de mortos, no pior cenário, pode se aproximar de 600 mil: quando o país poderá ter 597.790 óbitos. 

Os três cenários

ATUAL

– Mobilidade de não vacinados seguindo o padrão do último ano

– 25% dos vacinados se deslocando como antes da pandemia

– Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando em regiões vizinhas no ritmo registrado no Reino Unido

-Diminuição dos casos entre os que se vacinaram há 90 dias

PIOR

– Mobilidade de não vacinados seguindo o padrão do último ano

– Todos os vacinados se deslocando como antes da pandemia e começando a deixar de usar máscara

– Variantes brasileira e sul-africana se espalhando em locais onde ainda não haviam chegado

– Eficiência da vacinação sendo inferior diante das cepas 

MELHOR

– Mobilidade de não vacinados seguindo o padrão do último ano

– 25% dos vacinados se deslocando como antes da pandemia

– Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando em regiões vizinhas no ritmo registrado no Reino Unido

– Uso correto da máscara por, pelo menos, 95% da população