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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, dobrou a meta de vacinação contra o coronavírus em seus primeiros cem dias no cargo. Em sua primeira entrevista coletiva como líder da Casa Branca, o democrata informou que o objetivo do governo, agora, é aplicar 200 milhões de doses no período, que termina no fim de abril.

A mudança acontece após o objetivo anterior, de 100 milhões de doses, ter sido alcançada no dia 19 – 41 dias antes do final do prazo inicial. “Fui eleito para resolver problemas e o mais urgente neste momento é a covid-19”, afirmou, acrescentando que poderá focar em outras questões daqui para frente, como imigração e armamento.

Biden informou ainda que, até agora, foram feitos 100 milhões de pagamentos a americanos no âmbito do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões) sancionado neste mês. Segundo ele, a legislação levou muitos economistas a elevarem as previsões para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) este ano, com projeções superiores a 6%.

O presidente ressaltou que a aprovação do projeto ocorreu a despeito de dúvidas de críticos, que diziam que isso não seria possível sem votos da oposição. “Os republicanos terão que decidir se querem trabalhar juntos ou seguir com a divisão”, criticou.

Em meio ao avanço do número de imigrantes na fronteira com o México, o líder americano responsabilizou seu antecessor, Donald Trump, pela situação.

Otimismo toma conta

Os Estados Unidos registraram na semana passada uma redução de 100 mil novos pedidos de seguro desemprego no país. Ao todo, foram 657 mil reivindicações na semana passada – 100 mil a menos do que na semana anterior. As informações, compiladas ontem pelo Departamento de Trabalho do país e publicadas pelo jornal The New York Times, refletem o reaquecimento da economia norte-americana à medida em que o país caminha para a imunização em massa contra a covid-19.

Além da vacinação em massa, o plano econômico do presidente Joe Biden   tem sido um dos motivos do otimismo da retomada econômica.