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A lotação de hospitais e a ameaça de um colapso na saúde brasileira foi um dos principais temas da reunião da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) realizada ontem.

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“A situação no Brasil é um alerta de que manter esse vírus sob controle requer atenção contínua das autoridades e líderes de saúde pública para proteger as pessoas e os sistemas de saúde do impacto devastador do coronavírus”, disse a diretora da Opas, Carissa Etienne. “Várias áreas do Brasil estão testemunhando um número recorde de infecções e os leitos hospitalares estão quase lotados em mais da metade dos estados brasileiros.” É a segunda vez que a entidade se pronuncia com preocupações sobre o Brasil neste mês.

Carissa também alertou que a transmissão do vírus segue acelerada em outros países das Américas, como Uruguai, Equador e Venezuela. Na última semana, 31 mil pessoas morreram da doença em toda a região, reportou a Opas.

A diretora pediu que todas os governos e pessoas, inclusive as já vacinadas contra a covid-19, continuem com as medidas sanitárias para evitar a transmissão do vírus, como lavar as mãos, uso do álcool gel e máscaras, ventilar os ambientes, evitar aglomerações, entre outros.

“Eu sei que pareço um disco arranhado, mas a covid-19 não foi vencida ainda. Então, nós pedimos, imploramos, não baixe a guarda”, disse Carissa.

A Opas recomendou também ontem que os países não suspendam a vacinação com o imunizante da AstraZeneca/Oxford. “Acreditamos que os benefícios do imunizante superam os riscos”, concluiu o gerente da instituição, Sylvain Andighieri. Durante a  semana, 20 países pausaram a distribuição da dose após vacinados apresentarem problemas de coagulação. No entanto, ainda não há ligação comprovada entre o imunizante da AstraZeneca e os episódios.