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Durante reunião na Câmara dos Deputados, a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade, minimizou as preocupações sobre a suspensão da aplicação da vacina de Oxford na Europa por efeitos adversos. A aplicação do imunizante foi pausada em mais de 20 países depois que pessoas que receberam as doses da vacina apresentaram problemas de coagulação sanguínea.

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Nísia argumentou que tanto a EMA (Agência Europeia de Medicamentos) quanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) não pediram a interrupção da vacinação. “EMA e OMS não recomendaram a interrupção, mas são cautelas dos países que devem ser respeitadas e observadas”, ressalta.

A EMA convocou para amanhã uma reunião que deve bater o martelo sobre o futuro da vacinação contra a covid-19 no bloco europeu com a dose desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford. Os países da UE (União Europeia) optaram pela pausa apesar de enfrentarem o início de uma terceira onda da doença na região.

Ontem, Chipre, Luxemburgo, Letônia e Suécia se tornaram os últimos países europeus a suspender o uso da vacina AstraZeneca/Oxford, apesar de agências médicas internacionais reforçarem que os benefícios de receber vacinas superam quaisquer riscos potenciais.

Uma autópsia de um professor italiano morto 17 horas depois de tomar a vacina da AstraZeneca/Oxford mostrou ontem que ele foi vítima de um “problema cardíaco repentino” e sem relação com o imunizante. Sandro Tognatti, professor de clarinete de 57 anos de idade, morreu no último domingo, em Biella, na Itália. A vacinação também foi suspensa no país.

Na segunda-feira, a OMS apelou aos países para que continuem as campanhas de vacinação normalmente, dizendo que não há evidências de que a vacina tenha causado problemas
de coagulação.

“Até hoje, não há evidências de que os incidentes sejam causados ​​pela vacina e é importante que as campanhas de vacinação continuem para que possamos salvar vidas e deter doenças graves do vírus”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

A EMA reforçou ontem que foram registrados 30 casos de trombose e embolia em quase 5 milhões de pessoas vacinadas com a dose da AstraZeneca/Oxford, mas não há nenhuma relação de causa-efeito comprovada.  

Moderna inicia testes em bebês

A farmacêutica norte-americana Moderna anunciou que começou a realizar testes clínicos da vacina contra a covid-19 em crianças e bebês nos Estados Unidos e no Canadá.

Os ensaios serão feitos em mais de 9 mil meninos e meninas, com idades entre seis meses e doze anos.

Como outros estudos clínicos, os participantes irão receber duas doses da imunizante ou o placebo, separados por 28 dias e em quantidades distintas.

A farmacêutica vai acompanhar os efeitos por um ano, não só em termos de resposta imunológica, mas também para verificar se provoca efeitos colaterais.

Até o momento, por falta de estudos da vacina contra a covid-19 em bebês, jovens, lactantes e gestantes, a dose ainda não é recomendada. Metro com Rádio Bandeirantes