Afinal, quem é Daniel Silveira, o deputado preso por Alexandre de Moraes?

Por Metro World News

Nesta semana, um nome circulou incansavelmente por veículos de comunicação e redes sociais: Daniel Silveira. O deputado federal do PSL do Rio de Janeiro foi preso pela PF (Polícia Federal) na última terça-feira (dia 16) por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Mas afinal: quem é o parlamentar?

Policial militar, Silveira tem 38 anos e entrou para a política em 2018. Desde então, coleciona uma série de polêmicas.

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Já no primeiro turno daquela campanha, ajudou a quebrar uma placa de rua feita em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL).

Integrante da ala bolsonarista, o deputado se define nas redes como "conservador" e "totalmente parcial e ideológico".

Antes de tomar posse, ele chegou a ameaçar investigar uma escola em Petrópolis por supostamente ensinar "marxismo cultural" a seus alunos.

Silveira também é professor de muay thay e confessou ter matado 12 pessoas em confronto, quando atuou como policial.

Prisão

A prisão da última terça-feira se deu após a divulgação de um vídeo de cerca de 20 minutos no canal Política Play, no YouTube. Na gravação, Silveira diz que os ministros do STF “não servem para p… nenhuma” e “defecam” na Constituição.

O deputado também elogiou o Ato Institucional 5, no qual três ministros do STF foram cassados durante a ditadura militar. O parlamentar chamou ainda a Constituição de 1988 de “porcaria”.

"Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereceram. Vocês são intragáveis”, disse Silveira, que, além de Moraes, mencionou os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Na ordem de prisão, por sua vez, Moraes escreveu que “as manifestações do parlamentar Daniel Silveira, por meio das redes sociais, revelam-se gravíssimas, pois, não só atingem a honorabilidade e constituem ameaça ilegal à segurança dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como se revestem de claro intuito visando a impedir o exercício da judicatura, notadamente a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito”.

 

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