Em três meses, Pix domina transações

Por Metro  com Agência Brasil

O Pix, o novo meio de pagamento instantâneo do Brasil criado pelo Banco Central, completou ontem três meses de operação integral no país. Desde o seu lançamento, no final do ano passado, a tecnologia já se tornou a favorita em transferências de pessoa para pessoa e superou o número de transações TEDs, de acordo com o BC.

Segundo os dados do Banco Central, mais de 286 milhões de operações Pix foram realizadas em 2021. Já as TEDs somaram 53,2 milhões de transferências no mesmo período, o equivalente a 18,5% do total da nova tecnologia.

A métrica indica a preferência pelo pagamento com Pix, mas não um volume maior no valor transacionado. Enquanto o Pix movimentou R$ 225 bilhões nos primeiro dois meses do ano, as TEDs movimentaram cerca de R$ 2,7 trilhões, 10 vezes mais que o novo sistema. O valor médio de Pix enviados nos primeiros meses do ano foi de R$709,47.

Mais comum entre pessoas físicas, o Pix ainda não tem grande aderência entre os comerciantes. Para o BC, isso se explica porque, até o momento, só é possível fazer pagamentos à vista. Além disso, os empresários ainda possuem dúvidas sobre a cobrança de taxas e mantém as operações como  eram realizadas no passado.

Mas a expectativa é que isso mude. No início do ano, o diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, anunciou que  o usuário poderá fazer uma transferência Pix para um estabelecimento comercial e sacar o valor em dinheiro no caixa da loja, o que deverá estimular o meio de pagamento no comércio. O cliente também poderá aproximar o celular de uma maquininha de cartão, que debitará o valor por meio do Pix.  A expectativa é que a modalidade provoque reação por parte dos bancos,  como redução de tarifas para clientes  por exemplo.

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