STF autoriza acesso a e-mails em investigação sobre Pazuello

Por Metro com Band e Estadão Conteúdo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski autorizou o acesso às trocas de e-mails do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus durante o colapso da saúde no mês passado. Desde janeiro, o estado sofre com desabastecimento e pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio nos hospitais. O inquérito investiga a atuação do ministro Eduardo Pazuello na crise no Amazonas.

A determinação do STF atende a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) no inquérito. Lewandowski é o relator do caso. A decisão autoriza a Polícia Federal a realizar as diligências solicitadas pela Procuradoria.

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A medida também libera a tomada de depoimentos de representantes da White Martins, principal fornecedora de oxigênio no Amazonas, e funcionários das secretarias e do Ministério, inclusive os que foram exonerados.

Além disso, a PGR pede informações sobre gastos com cloroquina e hidroxicloroquina e com testes de PCR, bem como das tratativas de transporte de oxigênio para Manaus e remoção de pacientes com o coronavírus para outros estados.

O inquérito foi aberto em 25 de janeiro e tem 60 dias para ser concluído. Ele foi solicitado pelo procurador-geral da República Augusto Aras como uma resposta à representação feita por partidos políticos que acionaram a PGR sob a alegação de que Pazuello e seus auxiliares adotaram uma “conduta omissiva” em relação ao colapso em Manaus.

Aplicativo

A diligência ainda busca identificar e tomar depoimento dos desenvolvedores do aplicativo TrateCov. O app lançado pelo Ministério da Saúde recomendava o uso de cloroquina, azitromicina e ivermectina, medicamentos sem eficácia comprovada e defendidos por Bolsonaro para o tratamento da covid-19. O ministro Eduardo Pazuello diz que o aplicativo foi ao ar por erro de um servidor que já foi afastado.

Dias antes do início da crise de falta de oxigênio em Manaus, o governo federal aumentou o imposto de importação para cilindros de armazenamento de gases medicinais e manteve zerada as taxas para cloroquina, azitromicina e ivermectina.

Em MG, prefeito pede cilindros

Com alta em internações por covid-19, Monte Carmelo, município com 48 mil habitantes no Triângulo Mineiro, enfrenta falta de cilindros de oxigênio para tratamento de pacientes infectados. Diante da crise, o prefeito, Paulo Rocha (PSD), pediu à população, em uma live, que, caso tenha em casa, empreste cilindros ao hospital do município. A falta do equipamento obrigou o município a transferir oito pacientes para outras cidades em dois dias.  METRO com estadão conteúdo

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