Comércio vê prejuízo bilionário sem auxílio emergencial

Por Metro

Sem o auxílio emergencial pago pelo governo federal, o varejo paulista vai deixar de faturar, em média, cerca de R$ 4,1 bilhões por mês neste ano, mostra estudo da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O prejuízo significa retração de 2,6% nas vendas médias em 2021 na comparação ao ano passado.

De acordo com o estudo, o impacto se explica pelo fato de as famílias paulistas que receberam o benefício terem destinado 65,7% dessa renda para consumo de produtos do varejo, total de R$ 32,4 bilhões ao final de 2020.

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Pelos dados, o faturamento total em São Paulo no ano passado foi de R$ 779,9 bilhões, com média mensal de R$ 65 bilhões – aumento de 1,6% em relação a 2019. Este ano, porém, já sem o auxílio, encerrado em dezembro, a previsão é que o setor fature R$ 747,5 bilhões, com média mensal de R$ 60,9 bilhões, queda de 2,6%.

O estudo indica que o cenário é ainda pior para o varejo brasileiro, com o fim do auxílio emergencial representando retração de 11,7% em comparação com 2020, quando o faturamento do setor ficou em R$ 2,06 trilhões (média de R$ 172,2 bilhões por mês). Para este ano, a expectativa é que os varejistas do país faturem R$ 1,87 trilhão, média de R$ 147,8 bilhões por mês. Isso porque, no caso do país, 68,3% dos pagamentos em auxílio às famílias foram destinados ao consumo varejista.

A FecomercioSP endossa com o estudo a fila de entidades que pressionam o governo pela recriação do auxílio emergencial. Ele foi pago a desempregados, beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores informais em virtude da crise causada pela pandemia de covid-19. Foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que o governo vai retomar os pagamentos. A previsão dele é que sejam até quatro novas parcelas, a partir de março. A equipe econômica tenta fechar ainda nesta semana um modelo de valor que atenda também as expectativas do mercado de que o governo não fure o teto de gastos.

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