Assessoria de Belo sobre show em festa clandestina: “Só quem sofre as consequências são os artistas”

Por Camilla Viegas

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da festa clandestina que contou com show do cantor Belo na noite do último sábado, 13, no Complexo da Maré. A apresentação do pagodeiro reuniu uma multidão e vídeos postados nas redes sociais comprovaram que centenas de pessoas estavam no evento.

De acordo com a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), todas as pessoas envolvidas no evento serão ouvidas, inclusive o cantor, para esclarecer quem foram os organizadores do show. O evento foi realizado na Escola Municipal do Parque União, na Maré, Zona Norte do Rio. A Secretaria Municipal de Educação disse que não tinha conhecimento do evento e não deu autorização.

Leia mais:

Em nota, a assessoria de imprensa do cantor informou que o show foi realizado seguindo todos os protocolos de segurança. No entanto, os vídeos publicados nas redes sociais mostram uma grande aglomeração de pessoas, contrastando com o momento de isolamento social provocado pela pandemia.

Questionada pela TV Globo, a assessoria divulgou a seguinte declaração: “Fizemos o show seguindo todos os protocolos. Não temos controle do geral. Isso nem os governantes têm. As praias estão lotadas, transportes públicos, e só quem sofre as consequências são os artistas. Que foi o primeiro segmento a parar, e até agora não temos apoio de ninguém sobre a nossa retomada. Sustentamos mais de 50 famílias.”

Como medida para tentar diminuir os novos casos de infecções por COVID-19, no dia 05 de fevereiro, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto no Diário Oficial do Município informando a proibição da realização e concentração de blocos de carnaval ou escolas de samba e demais eventos recreativos durante o período de 12 a 22 de fevereiro em toda a cidade.

Loading...
Revisa el siguiente artículo