Estudo conclui que 80% dos trabalhadores brasileiros trabalham mais em home office

Por Camilla Viegas

Uma pesquisa feita pelo Instituto DataSenado mostrou que o home office aumentou a produtividade de pelo menos 41% dos trabalhadores que estão desempenhando suas atividades de casa. O estudo foi feito com cerca de 5 mil pessoas, o que representa uma amostra representativa da população brasileira.

A maioria dos entrevistados não recebeu auxílio da empresa para contar com os equipamentos necessários e nem ajuda para subsidiar custos com energia elétrica e internet. Quase 80% dos entrevistados relataram trabalhar além do horário normal da jornada e 24% disseram que uma das maiores vantagens do home office é não precisar se deslocar para o trabalho.

“Existe um custo operacional muito mais baixo, que pode até mesmo ser revertido para o salário dos colaboradores da empresa. Isso vai estimulá-los e preservá-los. Afinal, estarão sendo remunerados, não precisarão enfrentar trânsito todos os dias, poderão comer em casa e muitas outras garantias. Isso gera uma qualidade de vida muito maior para as pessoas”, explica Flavio Ludgero, co-fundador do Officeless – empresa especializada em Implementação de trabalho remoto.

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Um outro estudo, feito pela consultoria de recrutamento Talenses em parceria com a Fundação João Cabral, ouviu cerca de mil profissionais de todo o país e concluiu que, para cerca de 70% dos entrevistados consideram que sua produtividade é muito alta no home office e que 74% informaram que o volume de trabalho está maior. Cerca de 28% têm a sensação de que é preciso trabalhar mais para mostrar aos chefes que são mais produtivos. A maior parte dos participantes dessa pesquisa ocupa cargos de gerência e liderança, mas pessoas de todos os níveis foram ouvidas.

Por outro lado, a excessiva produtividade pode gerar danos físicos e psicológicos. “Não adianta só tratar com remédio as dores físicas causadas pelo home office, se as pessoas estão com depressão ou se sentindo mal do ponto de vista psicológico", explica Alberto Ogata, pesquisador do FGV Saúde.

 

 

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