Bolsonaro prevê auxílio em março

Por Metro com Estadão Conteúdo

Sob forte pressão do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro admitiu ontem a retomada dos pagamentos do auxílio emergencial a partir de março para a população afetada pela pandemia. Ele afirmou em conversa com jornalistas ao final de evento do governo em Alcântara (MA) que deverão ser até mais quatro parcelas.

“Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza – pode não ser – a partir de março, [por] três, quatro meses. (…) Isso é o que está sendo acertado com o Executivo e com o Parlamento também, porque temos que ter responsabilidade fiscal”, acrescentou. Desde janeiro, o presidente vem repetindo que o auxílio emergencial não pode se estender para sempre para não endividar o país e que é necessário abrir o comércio de vez.

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Mas a segunda onda de casos de covid-19 continua a atingir setores que dependem do contato com a população, principalmente nos serviços.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrou publicamente ontem pela manhã o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que saia uma nova rodada do auxílio emergencial. “Urge que o ministro Guedes nos dê com sensibilidade do governo uma alternativa viável, dentro dos parâmetros da economia como ele pensa e como a sociedade deseja. A situação está ficando crítica na população e precisamos encontrar uma alternativa.”

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-AP), anunciou ontem uma operação conjunta com o governo federal para encontrar uma solução para o auxílio emergencial. De acordo com o senador, as equipes irão avançar o feriado de Carnaval para apresentar um benefício “matematicamente e economicamente possível”. “Essa [agenda fiscal] é uma realidade, não vamos fugir dela. A outra realidade, que é realmente aflitiva, é o anseio das pessoas que estão vulnerabilizadas e estão necessitadas neste momento de ter o socorro do estado”, afirmou Pacheco.

O auxílio emergencial foi pago a desempregados, beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores informais em virtude da crise causada pela pandemia de covid-19. Foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300.

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