Militares tomam o poder e prendem líderes em Mianmar

Por Metro com Estadão Conteúdo

As Forças Armadas de Mianmar – antiga Birmânia, país localizado no sudeste asiático – aplicaram ontem um golpe de Estado no país, encerrando um período longo de poder dividido entre militares e o governo civil, então liderado pela vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. Líderes governistas, incluindo a vencedora do Nobel, foram presos.

Para o golpe, os militares invocaram a Constituição de 2008, a qual prevê que o exército pode estabelecer um período de “emergência nacional” por 12 meses. Os militares também interromperam o sinal de internet e suspenderam os voos para a região.

Com as prisões, quem assume o governo é o general Myint Swe, que até então era vice-presidente e chefiava o comando militar de Rangum – maior cidade do país – e que agora foi nomeado “presidente interino”. Entretanto, quem deve assumir o poder de fato é o general Min Aung Hlaing, que terá o controle legislativo, administrativo e judiciário.

Condenado pela comunidade internacional, o golpe de Estado não é o primeiro da história de Mianmar. Desde a independência, em 1948, o país teve apenas três presidentes civis e sofreu com cinco décadas de junta militar antes do estabelecimento da democracia, em 2016.  

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