Parlamentares pedem investigação dos gastos do governo com comida

Por Metro

Após a divulgação pelo portal Metrópoles de que o governo federal gastou cerca de R$ 1,8 bilhão em comidas e bebidas durante o ano de 2020 – incluindo R$ 15 milhões em leite condensado e R$ 2 milhões em chicletes –, parlamentares solicitaram abertura de investigação em diversas frentes.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) e os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP) assinaram uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) para que as aquisições do governo federal sejam apuradas. Já o PDT entrou com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) também com o objetivo de abrir investigação dos valores gastos, que podem ser visualizados no Portal da Transparência do Executivo. Na terça-feira, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) protocolou um pedido ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que ele investigue os gastos do governo federal.

Os valores são de compras feitas e distribuídas para toda a estrutura do poder Executivo, que inclui os ministérios, e não somente para a Presidência da República. A maior parte do leite condensado teve como destino o Ministério da Defesa, por exemplo.

Ontem, durante evento fechado em uma churrascaria, o presidente Jair Bolsonaro defendeu os gastos e afirmou que o leite condensado é para “enfiar no rabo de vocês aí da imprensa”. Mais cauteloso, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o assunto é “pura fumaça”. “Esse assunto está sofrendo tratamento com desinformação. Está embutida alimentação com as Forças Armadas, policia federal, sistema prisional federal e hospitais federais. É um gasto de alimentação geral, de todo o governo.”  

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