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Pilar da “guerra das vacinas” entre o  presidente Jair Bolsonaro e governadores, a CoronaVac está em solo brasileiro. Contêineres com 120 mil doses do imunizante contra a covid-19 enviados da China chegaram ontem ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, responsável por fabricar o imunizante no Brasil. O governo de São Paulo espera receber 6 milhões de doses até o final do ano e produzir outras 40 milhões até janeiro a partir de matéria-prima que também deve ser importada do país asiático.

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A CoronaVac só poderá ser aplicada na população após a finalização da fase três de estudos clínicos – realizada em milhares de pessoas – e obtenção do registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência definiu novas regras esta semana para acelerar a liberação de imunizantes que apresentarem qualidade, eficácia e segurança de acordo com padrões internacionais. Também nesta semana, foram divulgados os resultados dos testes das fases 1 e 2 da CoronaVac na China. Eles mostram que a vacina é segura e induz resposta imune.

Disputa política

O primeiro imunizante a entrar no território brasileiro, a CoronaVac foi o motivo da disputa política fomentada por Bolsonaro contra governadores, com foco em João Doria.

No final de outubro, o presidente desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após a pasta ter firmado acordo com o governo de São Paulo para adquirir 50 milhões de doses. Neste mês, Bolsonaro chegou a festejar a suspensão dos testes da CoronaVac após morte de um voluntário. Os estudos foram retomados com a confirmação de que  o óbito não tinha qualquer relação com a vacina.