Zona Azul de São Paulo agora tem novo ‘dono’

Concessão. Serviço de estacionamento rotativo passa a ser administrado pela empresa Estapar, que vende em um único app os créditos para uso das 51,6 mil vagas. Fiscalização segue sob responsabilidade da prefeitura de SP

Por Publimetro

Antes operado por diversas empresas, o serviço de compra de créditos para a Zona Azul está agora concentrado no app de uma única companhia, a Estapar, que assumiu ontem a operação das 51,6 mil vagas do estacionamento rotativo da capital.

O motorista que quiser utilizar o serviço só pode a partir de agora adquirir os CADs (Cartão Azul Digital) no aplicativo Estapar Nova Zona Azul – SP, disponível para download nas lojas virtuais.

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Quem tem créditos de outros aplicativos poderá usá-los na mesma plataforma até 15 de fevereiro, quando o app da Estapar passará a ser o único a operar o serviço na capital.

A promessa da empresa, que venceu em dezembro de 2019 a licitação para administrar sozinha a Zona Azul, é de oferecer opções mais tecnológicas para os usuários, como a visualização em tempo real do mapa de ocupação da vagas.

O monitoramento também ganhará ferramentas mais tecnológicas. Além dos fiscais, veículos equipados com câmeras e sistemas de geolocalização também farão a leitura das placas e a verificação sobre o pagamento pelo serviço.

Os usuários que não têm smartphones poderão adquirir CADs em pontos físicos, como comércios, e também via SMS.

A fiscalização sobre o cumprimento das regras do rotativo, bem como o poder de autuar os infratores e de recolher o dinheiro das multas, seguem sob responsabilidade da prefeitura.

O preço também continua o mesmo: o CAD de uma hora custa R$ 5 e o de duas horas, R$ 10. Áreas como bolsões para caminhões e zonas especiais, como ao redor de parques e mercados municipais, podem ter valores e prazos diferentes.

Negócio bilionário e questionado

A Estapar venceu a concorrência para operar a Zona Azul da capital pelos próximos 15 anos com a oferta de pagar R$ 1,3 bilhão ao município a título de outorga e mais um valor variável de acordo com a arrecadação. A licitação foi aberta no início de 2019 e chegou a ser suspensa pelo TCM (Tribunal de Contas do Município), que viu irregularidades, e também foi alvo de denúncias do MP (Ministério Público), que acusou a prefeitura de fazer exigências no edital de modo a direcionar a concorrência.

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