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O governo de São Paulo confirmou ontem e deu números para o aumento das internações por covid-19 no estado, que cresceu 18% na última semana tanto em hospitais da rede pública como nas unidades de saúde privadas e filantrópicas.

De acordo com os dados, a média diária de hospitalizações em função do novo coronavírus passou de 859, na penúltima semana epidemiológica, para 1.009, na semana passada – maior número desde o começo de outubro.

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Por conta deste aumento, e também das instabilidades no sistema do Ministério da Saúde que faz a contagem dos casos e dos óbitos, o estado decidiu adiar por 15 dias a nova atualização do Plano São Paulo, que estava prevista para ontem e poderia colocar até 90% do estado na fase 4-verde, com quarentena mais flexibilizada.

Embora haja estabilidade nas médias diárias de mortes (88) e de casos (3,6 mil), o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, admitiu ontem a possibilidade de se adotar medidas mais restritivas se os indicadores da saúde piorarem.

“Se nós tivermos índices aumentados, seguramente, medidas muito mais austeras e restritivas serão realizadas no sentido de continuarmos a garantir vidas.”

Coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 do estado, João Gabbardo disse que o aumento no número de internações pode ser considerado leve, tendo em vista que a comparação ocorre com a semana epidemiológica que apresentou os menores índices, mas que nem por isso deixa de ser preocupante.

“Nós ainda não dominamos esse vírus nem temos o controle absoluto da pandemia. Até o fim do ano, as recomendações se mantém e as pessoas devem evitar aglomerações e festas. Parece que a temporada de festa de casamento está liberada. As solenidades e festividades ainda não são possíveis de serem realizadas.”

Natal e Ano Novo: Estado volta a demonstrar preocupação

As autoridades do governo do estado voltaram ontem a demonstrar receio com possíveis descuidos da população quando ao cumprimento dos protocolos de saúde durante o verão e nas festas de fim de ano, como o Natal e o Ano Novo. “Temos um aumento da mobilidade em função da temperatura e um aumento agora no fim do ano em função das festividades, o que nos preocupa muito. As recomendações devem ser reforçadas e as pessoas precisam evitar aglomerações”, disse ontem Gabbardo. O secretário Gorinchteyn afirmou que as ações de fiscalização contra as festas clandestinas e para o uso de máscara serão intensificadas. “Precisamos estar mais vigilantes e multar. Se estamos falando que máscara é lei, e lei tem custo, então as pessoas serão multadas.”