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Por falta de leitos, França precisou distribuir pacientes infectados de coronavírus pelo país | / Arnold Jerocki/Getty ImagesPor falta de leitos, França precisou distribuir pacientes infectados de coronavírus pelo país |  / Arnold Jerocki/Getty Images
Foco 29/10/2020

Lockdown volta a ser necessidade na Europa com segunda onda de casos

A partir de amanhã, a França entrará em lockdown nacional. O bloqueio em resposta à segunda onda de covid-19 deve durar oito semanas e, se não for prorrogado, acabará no dia 1
de dezembro.

Franceses não devem sair às ruas, exceto para comprar bens essenciais, procurar serviços médicos e se exercitar por uma hora diária. Em comunicado à TV, o presidente Emmanuel Macron disse aos franceses que “o governo não aprendeu todas as lições com a primeira onda e essa será ainda mais devastadora para o sistema hospitalar” e que, no momento, nada é mais importante do que “salvar vidas humanas”.

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Se necessário, empreendedores receberão um auxílio mensal de 10 mil euros. Nas últimas 24 horas, a França reportou mais de 50 mil novos pacientes para coronavírus e 523 mortes – maior número diário desde abril.

Na segunda-feira, bares, restaurantes, academias, teatros e salões de beleza também serão fechados por toda a Alemanha. A medida do lockdown parcial foi anunciada ontem pela premiê Angela Merkel.

“Dentro de semanas, atingiremos os limites de nosso sistema de saúde. É totalmente claro que devemos agir, e agir agora para prevenir uma crise nacional de saúde”, disse Merkel em entrevista coletiva após negociar com 16 governadores regionais do país.

De acordo com o governo, pequenos empreendedores receberão um auxílio governamental equivalente a 75% do faturamento das empresas.

Nos últimos dez dias, a Alemanha viu o número de novos pacientes de coronavírus se multiplicarem pelo país. De terça para quarta-feira, foram mais de 15 mil casos da doença reportados.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (que estava auto isolada semana passada por ter trabalhado com equipe infectada) disse que espera que os casos de coronavírus continuem a crescer na região pelas próximas três semanas.

O ECDC (Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças) conta que a situação epidemiológica de 23 dos 27 países da UE (União Europeia) são alarmantes e emergenciais.  publimetro