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Acordo foi fechado em reunião virtual do ministro com 24 governadores ontem / Najara Araújo/Câmara dos DeputadosAcordo foi fechado em reunião virtual do ministro com 24 governadores ontem  / Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Foco 21/10/2020

Governo anuncia compra de 46 milhões de doses da CoronaVac

Covid-19. Ministério da Saúde fechou acordo com o governo de São Paulo para adquirir imunizante. Vacinação deve começar em janeiro

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou na terça-feira (21)  acordo com o governo de São Paulo para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

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Segundo o ministro, a vacinação deve ser iniciada em janeiro de 2021. Agora, o governo conta com 186 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para o primeiro semestre do ano que vem. A pasta já havia fechado acordo com a farmacêutica AstraZeneca na aquisição de tecnologia para produzir 100 milhões de doses. O outro acordo foi firmado com a iniciativa Covax, da OMS (Organização Mundial da Saúde), para cerca de 40 milhões de vacinas.

O lote da CoronaVac, que deverá ser adquirido via SUS (Sistema Único de Saúde) até dezembro deste ano, custará R$ 2,6 bilhões. Para isso, o governo liberará os recursos por meio de MP (medida provisória). O acordo foi fechado ontem durante reunião virtual do ministro com governadores de 24 estados, incluindo o de São Paulo, João Doria (PSDB).

O anuncio da parceria vem após pressão dos secretários estaduais de Saúde de todo o país para que o governo federal investisse na aquisição da CoronaVac para incluí-la no PNI (Programa Nacional de Imunizações), que tem cobertura em todo o território nacional.

Na fase três de testes, a vacina é considerada a mais segura até aqui entre os imunizantes apresentados. Dos 9 mil voluntários que tomaram a dose no Brasil, apenas 35% tiveram alguma reação leve, como dor no local da aplicação, dor de cabeça ou cansaço. Antes da vacinação começar, o imunizante terá de ser aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).