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No domingo, franceses ocuparam as ruas em luto ao professor / K. Ridley/Getty ImagesNo domingo, franceses ocuparam as ruas em luto ao professor / K. Ridley/Getty Images
Foco 20/10/2020

França procura radicais depois de morte de professor

“Lutar contra o terrorismo islâmico significa lutar contra o inimigo nas raízes e no palco das operações (…) Eles não passarão”, escreveu em seu Twitter o presidente francês, Emmanuel Macron. Após o assassinato de um professor por um suposto islamista, operações da polícia francesa em busca de radicais religiosos foram intensificadas.

Na sexta-feira, o professor de história Samuel Paty, foi decapitado nos arredores da escola onde lecionava, em Paris. De acordo com as investigações, o assassinato teria sido motivado após o docente mostrar, em aula de liberdade de expressão, uma das charges de Maomé, feita pelo jornal Charlie Hebdo. Desenhar a figura do profeta é visto como “blasfêmia” por seus seguidores.

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À agência Reuters, uma fonte da polícia francesa teria informado que o governo se prepara para expulsar ao menos 231 estrangeiros ligados a movimentos extremistas do Islã.  Mas não há informações se as buscas de ontem estão diretamente ligadas com a expulsão de imigrantes.

O jornal francês Le Monde reportou que, em audiência entre ministros ontem, Gerald Darmanin, responsável pela pasta do Ministério Interior,  afirmou que o governo irá desestabilizar o movimento e que a mesquita Pantin, que denunciou a aula do professor Paty, deve ser fechada.

Já o primeiro-ministro do país, Jean Castex, prometeu ao povo francês que combaterá o “islamismo radical”, afirmando que “o medo e o obscurantismo nunca prevalecerão”.