Escolas reabrem nesta quarta em SP com baixa adesão na rede pública

Poucas unidades devem seguir autorização para retorno em meio à pandemia

Por André Vieira - Metro World News

Depois de quase 200 dias fechadas em razão da pandemia do novo coronavírus, as escolas municipais, estaduais e privadas, do ensino infantil ao médio, poderão voltar a receber os alunos a partir desta quarta-feira (7) na capital, mas só para atividades extracurriculares.

O retorno não é obrigatório para as escolas nem para os estudantes, que podem decidir se voltam ou não. Os alunos que forem aos colégios poderão fazer tarefas de reforço escolar e participar de ações esportivas e culturais, mas não terão aulas regulares, que seguem sendo aplicadas só remotamente.

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Apesar da autorização, a adesão será baixa na rede pública. Das 4 mil escolas municipais, apenas uma deve reabrir. Entre as estaduais, o retorno deverá ocorrer em cerca de 100 das 1,1 mil unidades. A participação poderá ser maior na rede privada. O Sieeesp (sindicato das particulares) estima que 80% dos 4,5 mil colégios reabrirão as portas a partir de hoje – mas, na prática, esse número poderá ser  bem menor.

O Sieeesp diz que a rede particular está pronta para o retorno em meio à pandemia desde julho e reclama do longo tempo de paralisação. Na rede pública, estado e prefeitura disseram ter tomado todas as precauções e que a comunidade escolar de cada unidade tem autonomia para decidir sobre o retorno.

Apesar do debate sobre a importância da volta da convivência entre os estudantes e dos impactos da permanência em casa para os pais que trabalham fora, a última pesquisa Datafolha mostrou que 75% dos entrevistados disseram que as escolas deveriam permanecer fechadas em São Paulo pelo menos até o fim do ano. Sindicatos dos professores também são contra.

Veja as regras para o funcionamento das escolas municipais, estaduais e particulares em São Paulo a partir desta quarta

– Até 35% é o máximo de alunos que as escolas poderão receber

– O retorno é opcional tanto para as escolas como para professores e alunos – sem prejuízo quanto à frequência ou rendimento dos estudantes

– Na rede municipal, a prefeitura determinou o máximo de 20% por turno, por duas horas diárias e até duas vezes na semana. Para as demais redes, não há esse limite de tempo

– Todos devem ter a temperatura aferida na entrada, devem usar máscara e respeitar o distanciamento de 1,5 metro, mesmo dentro das salas de aula

– As escolas devem fornecer álcool gel e fazer a higienização constante dos ambientes e das superfícies

– Os intervalos devem ser feitos sempre em turmas fixas e com revezamento de horário entre as turmas

– A entrada e a saída devem ser organizadas para evitar aglomerações, preferencialmente fora dos horários de pico

– As unidades não podem oferecer aulas regulares, apenas atividades extracurriculares, como:

  • atividades culturais
  • cursos de idiomas
  • atividades esportivas sem contato físico
  • reforço escolar, preferencialmente de língua portuguesa e matemática
  • acolhimento
  • musicalização
  • contos literários
  • oficina de culinária
  • teatro de fantoches
  • exploração tátil/visual
  • atividades recreativas
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