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50% das crianças de até 4 anos não têm acesso regular a alimentos de qualidade

Pesquisa do IBGE retrata insegurança alimentar nas famílias brasileiras

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 49,9% das crianças brasileiras menores de cinco anos vivem em casas com algum grau de insegurança alimentar.

O termo se aplica aos lares que não possuem acesso regular ou permanente a alimentos de qualidade, e em quantidades suficientes, ou que precisam escolher entre a alimentação e outras necessidades essenciais. A definição é feita pela Escala Brasileira de Medida Direta e Domiciliar da Insegurança Alimentar.

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De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, a insegurança alimentar é grave para até 5,1% das crianças de até 4 anos, moderada para 10,6%, e leve em 34,2% destes casos.

À medida que a idade aumenta, cresce a proporção dos que vivem em lares com menor vulnerabilidade alimentar. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, 72,7% delas estão em domicílios com segurança alimentar; 18,3% com insegurança alimentar leve; 6,3%, moderada; e 2,7%, grave.

Ainda, 51,9% dos lares com grave insegurança alimentar são liderados por mulheres. O gerente da pesquisa, André Martins, atribui este dado às piores condições de acesso ao trabalho, que acabam gerando menos renda e mais dificuldade no orçamento doméstico.

Na análise por cor ou raça, os domicílios com pessoa de referência autodeclarada parda representavam 36,9% dos domicílios com segurança alimentar, mas ficaram acima de 50% para todos os níveis de insegurança alimentar (50,7% para insegurança leve, 56,6% para moderada e 58,1% para grave).

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