Paulo Guedes 'só sai morto' do governo, repete Augusto Heleno

Por Metro World News com Rádio Bandeirantes

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, falou em entrevista desta quinta-feira (27) sobre a relação entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o restante do governo federal. Ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, ele nega qualquer mal estar entre o "posto Ipiranga" e o presidente da República, e garantiu que Guedes segue no cargo.

O próprio Guedes “já disse que só sai morto”, lembrou Heleno. Para o general, as críticas do presidente ao projeto do ministro da Economia para o Renda Brasil são uma demonstração de transparência.

“O que foi comentado ontem está sendo discutido. As pessoas não estão acostumadas a ter transparência nas coisas. Isso é um sinal de transparência. Não tem segredo. As coisas às vezes chocam pela transparência”, disse.

Segundo Augusto Heleno, Bolsonaro demonstrou “sensibilidade” ao dizer que não “tiraria do pobre para dar ao paupérrimo”. Ainda assim, é falsa a percepção de que o ambiente entre os dois tenha azedado, afirma o chefe do Gabinete de Segurança Institucional. “O ambiente é absolutamente normal. Acho que vai terminar tudo bem. Eu não estou preocupado com isso, não”, disse.

Relação entre os poderes
Augusto Heleno afirmou que tem muita gente que quer derrubar o governo e avisa que, “em nome do futuro do país”, é “bom tirar isso da cabeça”. Na entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, o general pregou “serenidade” como palavra de ordem na relação entre os Poderes.

Ele lamentou a declaração de que o Brasil tem um “presidente que defende a tortura e a ditadura”, feita por Luis Roberto Barroso. Sem se referir diretamente ao ministro do Supremo, o chefe do GSI disse que uma parte do país não aceita a eleição de Bolsonaro.

“Não adianta uma parte do país querer derrubar o presidente da República. Essa pretensão é que bom que seja abandonada em nome do futuro do país. Tem muita gente com isso na cabeça. É bom tirar isso da cabeça”, disse.

Confira a íntegra da entrevista a seguir:

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