SP recebe 725 mil testes, mas limita aplicação a grupos

Por Metro World News

O governo do estado de São Paulo recebeu nesta terça-feira 725 mil testes para identificar o novo coronavírus, vindos da Coreia do Sul. A operação para retirar a carga do aeroporto de Viracopos, no interior de SP, envolveu escolta da Polícia Militar. No entanto, apesar do reforço, os exames seguirão sendo aplicados apenas em pacientes internados, casos de óbitos e profissionais da saúde. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que se faça o máximo de testes como política de combate ao novo coronavírus.

Ao serem questionados se não seria o caso de ampliar a testagem, como preconiza a OMS, e assim reduzir a subnotificação de casos e ter mais elementos para a adoção de políticas de combate à covid-19, os representantes do estado não responderam diretamente. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, disse que subnotificação existe e sempre vai haver. “Temos que adiantar os testes para ter uma visão o mais próximo da realidade”, afirmou.

Os testes comprados são do tipo RT-PCR, que confirma se o RNA presente na amostra – retirada de fossas nasais e faringe com um instrumento que lembra um cotonete grande – é o do novo coronavírus.

Covas afirmou que ele é feito na fase mais aguda, para a qual o chamado teste rápido, que identifica anticorpos do paciente contra o vírus, não serve.

O diretor do Butantan afirmou que está sendo planejado um inquérito soroepidemiológico na população para identificar a evolução da transmissão do vírus, e ela deve tentar pegar pacientes assintomáticos. Projeto semelhante foi anunciado ontem pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a ser realizado no Rio Grande do Sul.

Fila
Com os novos exames que chegaram ontem, Covas disse que a capacidade de processamento da rede de 34 laboratórios certificados no estado deve subir a 5 mil testes por dia. Atualmente, ela está em 2 mil , com uma demanda que tem estado em 1,4 mil por dia. “Na data de ontem havia 15,6 mil testes [na fila], dos quais 12 mil testes já foram distribuídos para a rede, ou fisicamente ou em processo de transferência. Então já temos um caminho para zerar a fila até a próxima semana. A partir daí, só vamos operar com a demanda do dia”, disse o diretor do Butantan.

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