Entenda recomendação do Ministério da Saúde de flexibilizar isolamento social

Por Lucas Herrero - Rádio Bandeirantes

A partir de segunda-feira (13), passa a valer uma recomendação do Ministério da Saúde pra que cidades com menos de 50% da ocupação total dos leitos nos serviços de saúde flexibilizem o isolamento social.

Além dessa taxa, a recomendação só vale para municípios com número suficiente de profissionais de saúde, respiradores, EPIs (equipamentos de proteção individual), testes e leitos de UTI estruturados.

Hoje, a medida aplicada na maioria das regiões é o “Distanciamento Social Ampliado” – todos são orientados a ficar em casa, menos quem trabalha em serviços essenciais. A Rádio Bandeirantes fez um levantamento e procurou sete prefeituras do Estado de São Paulo para saber em que pé está esse índice.

Na capital, o único dado oficial passado à reportagem é o seguinte: dos 3747 leitos municipais 725 têm pacientes de covid-19, gerando uma taxa de 19%. Não foi informado pela Secretaria Municipal da Saúde o índice de ocupação nos hospitais particulares.

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Em Santo André, a taxa de ocupação dos leitos públicos é de 83% e, quanto ao setor privado, só existe uma média histórica, que beira os 90%. Em São Bernardo, a prefeitura disse que pelo menos 68% dos leitos municipais estão ocupados – sobre os privados, não soube informar.

Em Santos, nos leitos públicos municipais, a taxa de ocupação total gira em torno de 50% a 60%, e a cidade também não têm os dados dos hospitais particulares. Em Campinas, dos leitos de UTI públicos e privados contabilizados, além de enfermarias específicas para pacientes com covid-19, a ocupação é de 57% – no entanto, a cidade tem quase mil leitos a mais que não entram nessa conta.

Só dois municípios do nosso levantamento têm números fechados sobre a ocupação de leitos em hospitais públicos e privados. São eles: Guarulhos, onde a taxa é de 41% de ocupação, e Osasco, com 53%.

De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, quando o índice for menor que 50%, obedecidos também os outros critérios, poderia haver transição gradual para o “Distanciamento Social Seletivo”. Também chamada de “isolamento vertical”, a medida prevê o isolamento para os grupos de risco.

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