Emprego já piorava antes de vírus, diz IBGE

Por Metro World News

O mercado de trabalho apresentava sinais de deterioração antes mesmo do avanço do coronavírus no Brasil, avaliam economistas. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de desempregados.

O aumento, na comparação com o trimestre  terminado em novembro (11,2%), interrompeu dois trimestres seguidos de quedas no desemprego. “É normal que no início do ano ocorra essa interrupção, porque já vínhamos numa trajetória de taxas declinantes no fim do ano. Não tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na procura por trabalho”, disse a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Mas, para a 4E Consultoria, um dado preocupante de fevereiro é a primeira queda no emprego com carteira assinada desde setembro de 2019, com retração de 0,06% em valores dessazonalizados, segundo cálculos da instituição. Em razão da interrupção da atividade econômica causada  pela pandemia do coronavírus, 4E estima que a taxa de desocupação deve terminar o ano a 13%.

Segundo Flavio Riberi, professor da Fipecafi, o impacto da crise do coronavírus virá com mais força nos próximos meses. “Primeiro, as empresas irão zerar os saldos de férias e bancos de horas acumulados e depois irão demitir”, prevê Riberi.

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