Preço da carne pode cair, mas seguirá alto

Por Metro World News

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) espera um ajuste no preço da carne bovina, que disparou no mês passado devido  à forte demanda da China. O presidente da CNA, João Martins, alertou, no entanto, que os preços não voltarão aos patamares passados.

“Não se deve esperar que o preço da carne voltará ao mesmo patamar de 60, 90 dias atrás. Estávamos no pico da entressafra, com o menor preço dos últimos anos”, disse Martins em evento de balanço anual da confederação.

Para a entidade, a máxima histórica do preço da carne bovina do final de novembro é “ponto fora da curva”. A avaliação é que haverá um reequilíbrio da oferta e da demanda.

A arroba bovina teve um pico de preço em novembro, chegando ao recorde de R$ 230 em São Paulo. Ontem, a cotação caiu 1,34%, a R$ 216,50, após recuo de 3,67% na véspera.

Entre os motivos para a alta de preços estão a estiagem prolongada, que reduziu a oferta de pasto, e o aumento das exportações para a China, que enfrentou problemas de abastecimento com a peste suína africana e passou a  importar mais. Além disso, segundo a CNA, o consumo doméstico apresentou sinais de recuperação em função da melhoria da economia e proximidade das festas de final de ano.

Para o consumidor, o preço das carnes bovinas subiu, em média, 12,47% em novembro, segundo o IPC, calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em São Paulo. A alta da proteína animal puxou a inflação na capital paulista, que  ficou em 0,68% no mês, ante variação de 0,16% de outubro.  

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