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Um vídeo que mostra um motorista de ônibus de Paris dando um tapa em um garoto de 12 anos viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões na França.

O estudante teria atravessado a rua correndo em frente ao ônibus, forçando o motorista a frear bruscamente.

Quando o motorista – cuja identidade não foi revelada – repreendeu o menor, exigindo que ele prestasse atenção, o estudante gritou para ele “calar a boca”.

O motorista reagiu então dando um tapa nele.

O incidente, ocorrido em 13 de setembro, foi testemunhado por dezenas de pessoas em frente à prefeitura de Arcueil, subúrbio ao sul da capital francesa.

O que aconteceu?

O estudante disse à polícia que atravessou a rua correndo para pegar o ônibus da escola, quando ouviu a buzina e um insulto, que não tinha certeza se era dirigido a ele. Mas acredita que veio do motorista.

O jornal Le Parisien relatou que ele revidou sem pensar: “Cala a boca, vai logo, pode seguir.”

https://www.facebook.com/LeParisien.94.Val.de.Marne/videos/2047000985610971/

O vídeo, que começa neste ponto, mostra adolescentes rindo antes de o motorista sair do veículo e dar um tapa no rosto do menino. O garoto fica em choque, enquanto os que estão a sua volta gritam.

Após a bofetada, o motorista pergunta “quantos anos você acha que eu tenho?” e retorna para o ônibus.

O vídeo, inicialmente publicado no Snapchat, foi visto quase 1,2 milhão de vezes.

Qual foi a reação?

A mãe do menino registrou uma queixa contra o motorista de ônibus.

A autoridade pública de transportes em Paris, a RATP, abriu, por sua vez, um processo disciplinar contra o funcionário. E condenou veementemente sua ação violenta, que, segundo a entidade, é contrária aos princípios e valores de uma companhia estatal de transporte público.

Segundo a RATP, o motorista admitiu que reagiu emocionalmente e indicou estar arrependido.

Seus colegas lançaram, no entanto, uma petição em apoio a ele, para que não seja punido. Em uma semana, conseguiram cerca de 300 mil assinaturas.

O prefeito local disse ao Le Parisien que as crianças costumam correr pela rua onde o incidente aconteceu, que fica perto do Colégio Dulcie-September.

“Algumas se colocam em risco”, disse ele, admitindo que “a reação do motorista não foi proporcional nem apropriada.”

“É uma criança”, acrescentou.

A ministra dos Transportes da França, Elisabeth Borne, expressou o mesmo sentimento. Segundo ela, “não é normal bater em um jovem”.

Mas o episódio dividiu fortemente as opiniões nas redes sociais.

Enquanto muitos classificaram o ato de violência como uma covardia, outros apoiaram a reação do motorista ao que chamam de “desrespeito” e “mau comportamento” por parte do garoto.