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Maduro diz que pode não comparecer a Assembleia da ONU por temer pela segurança

Marco Bello/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na terça-feira (18) que está avaliando se vai comparecer ou não à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana em Nova York, citando temores de segurança.

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“Vocês sabem que eles me têm na mira para me matar… quero ir a Nova York, mas tenho que cuidar da minha segurança”, disse Maduro em uma coletiva de imprensa, sem especificar quem poderia visá-lo.

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Mais cedo durante a mesma coletiva, Maduro disse que ex-militares venezuelanos estão conspirando para derrubar seu governo com a ajuda dos Estados Unidos.

Em agosto dois drones explodiram durante um evento ao ar livre em Caracas no qual Maduro fazia um discurso, ferindo sete pessoas e soldados e provocando a prisão de mais de uma dúzia de suspeitos, entre eles várias autoridades militares. Maduro descreveu o incidente como uma tentativa de assassinato.

No dia 8 de setembro o jornal New York Times noticiou que autoridades dos EUA se encontraram com militares venezuelanos rebeldes, o que levou Maduro a acusar o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de planejar uma intervenção e apoiar um golpe.

Na ocasião, o Conselho Nacional de Segurança dos EUA respondeu que a diretriz preferencial do país é por “um retorno pacífico e ordeiro da democracia à Venezuela”.

A economia venezuelana vem desmoronando sob Maduro — inflação anual chega a 200 mil por cento e alimentos e remédios básicos são cada vez mais difíceis de obter.

A 73ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, à qual Maduro não comparece desde 2015, começou na terça-feira.

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