'Minha intenção não era matar', diz PM que evitou assalto em escola

Por www.band.com.br

A cabo da Polícia Militar Kátia Sastre, que reagiu a um assalto na porta da escola infantil onde a filha estuda, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, disse que o objetivo não era matar o criminoso. Todo o ocorrido foi registrado por câmeras de segurança. Sastre concedeu entrevista exclusiva a José Luiz Datena no programa Agora é com Datena neste domingo, 20.

“Minha intenção não era matá-lo”, afirmou. “A intenção era cessar a ação do criminoso, que poderia colocar em risco a vida das crianças, das mães e da minha filha (…) eu não tinha como saber quais eram as intenções [do bandido]”.

A cabo lembrou que, após atirar contra o criminoso, chamou o socorro para que ele fosse tratado dos ferimentos de bala. O assaltante chegou a ser internado, mas morreu no hospital. “Não somos preparados para executar ninguém, e sim para imobilizar e cessar a agressão. Foi o que eu fiz”, pontuou.

Na conversa, Kátia Sastre disse que apesar de o desfecho de sua reação não ter sido de acordo com seu objetivo, ela está tranquila. “Ali eu pensei como mãe, em primeiro lugar – porque minha filha estava lá, e também como policial ao considerar as outras mães com outros filhos no local. Juntei esses dois pensamentos e agi.”

A cabo comentou ainda as críticas que recebeu com relação a sua atitude, por ter disparo em um lugar com civis e também pelo fato de a ação ter terminado em uma morte. “Normal, sempre tem [críticas]. As pessoas têm tempo para assistir o vídeo, analisar e criticar, mas nós temos frações de segundos para tomar uma atitude e salvar vidas”, ressaltou.

“Acredito que, naquele momento, era a atitude que precisava ser tomada”. Sastre também destacou que recebeu comentários positivos, até porque a população “não aguenta mais tanta criminalidade”.

Ao lado do marido, que também é PM e está se recuperando de uma lesão por bala durante operação policial, a cabo afirmou que não mudaria de profissão e que não está com medo depois do que aconteceu. “Estou tendo todo apoio da polícia, da sociedade. Um PM nunca age sozinho, não estamos sozinhos”.

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