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Fabricante alemã de doces é suspeita de trabalho escravo no Brasil

A fabricante alemã de doces Haribo informou nesta sexta-feira (27) que investiga fornecedores devido a alegações de uso de trabalho escravo em plantações no Brasil.

A Haribo, famosa por seus ursinhos de goma com sabores de fruta, se tornou alvo de críticas neste mês depois que um documentário de uma televisão da Alemanha alegou que trabalhadores que produzem a cera de carnaúba, um ingrediente essencial para a fabricação dos doces, são sujeitados a uma forma de escravidão moderna.

Os trabalhadores que colhem folhas de palmeira para obter a cera estariam sendo forçados a dormir ao relento sem acesso a água potável, de acordo com um episódio da série ‘Markencheck’ (‘Teste de Marca’), que foi ao ar neste mês.

Condições insuportáveis

«Estamos extremamente preocupados com algumas das imagens mostradas no programa sobre consumo», disse uma porta-voz da Haribo em comunicado. «As condições… nas plantações brasileiras mostradas são insuportáveis».

«Estamos investigando com nossos fornecedores de primeira linha a natureza precisa das condições nas plantações e fazendas que as suprem», acrescentou a porta-voz. «Além disso, atualmente estamos trabalhando em uma auditoria imediata de nossos fornecedores».

A cera de carnaúba, que é usada para tornar os doces brilhantes e impedir que grudem uns nos outros, é produzida em Estados do Nordeste brasileiro e exportada para todo o mundo para ser usada em vários produtos, que vão de óleo automotivo a pastas para engraxar sapatos e fio dental.

Empresa familiar, a Haribo foi fundada em 1920 e emprega sete mil pessoas em dez países. Ela deu à Alemanha um de seus slogans comerciais mais famosos prometendo fazer crianças e adultos felizes.

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