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Surto de sarampo no mundo reforça alerta curitibanos para vacinação

Curitibanos que viajam para o exterior devem checar se estão em dia com a vacinação do sarampo, doença que vem registrando surtos em vários países, de todos os continentes, nos últimos três anos.

Hoje a imunização é oferecida na primeira infância (a primeira dose com 1 ano de idade e um reforço 3 meses depois), mas a prefeitura pede que todos os que têm viagem planejada chequem se a vacina está em dia, especialmente crianças e jovens adultos com menos de 30 anos.

Desde o começo de 2016 o sarampo vem atingindo  países em desenvolvimento na África e na Ásia – incluindo destinos turísticos como Tailândia e Indonésia – e também nações como Itália, Estados Unidos, Canadá e Argentina. Nas últimas semanas, a Austrália enfrenta surtos em algumas regiões.

O Brasil, no entanto, tem se mantido livre da doença há dois anos, mas todo cuidado é pouco, segundo o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Alcides de Oliveira. “O sarampo é muito transmissível. Se você tiver um contato de uma hora, você adquire, e passa de uma pessoa a outra com muita rapidez”, alerta. Pode-se pegar sarampo através da tosse e até do contato por mãos sujas, por exemplo.

Curitiba não tem um caso de sarampo desde 1998. Segundo os epidemiologistas, a doença teria desembarcado no Brasil pela última vez no Recife (PE), em 2013, com turistas que vieram para a Copa das Confederações, um ano antes da Copa do Mundo no país. O vírus chegou até Fortaleza (CE) e só foi controlado totalmente em 2015.

Neste momento, a maior preocupação do Ministério da Saúde é com a Venezuela. De julho a setembro, o país teve 34 casos confirmados de sarampo em Bolívar, estado que faz fronteira com Roraima. “Eles são considerados refugiados e vão para qualquer lugar do Brasil. Nossa preocupação não é restrita à região Norte”, explica Oliveira.

Em Curitiba as vacinas são oferecidas gratuitamente nas 110 unidades de saúde do município. A dose aplicada é a tríplice-viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

A vacina imuniza a pessoa para toda a vida, mas, segundo Oliveira, jovens acima de 18 anos podem ter tomado apenas uma dose quando crianças, sem o reforço. “A nossa cobertura vacinal é boa, mas o calendário com as duas doses é recente”, esclarece.  

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