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Comércio quer prazo para se adaptar a sacolinhas sem cobrança

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) pediu ao Procon paulistano um prazo para que seus associados se adaptem à regra que o órgão editou anteontem, proibindo a cobrança de sacolinhas plásticas que trouxerem o logotipo de lojas.

A entidade diz, em nota, que acata a decisão, mas alega que os supermercados têm estoque das embalagens já impressas com as logomarcas, cujo uso “nunca havia sido questionado”. A prefeitura disse que, na próxima semana, a Secretaria Municipal de Justiça vai analisar o requerimento de prazo feito pela Apas.

O Procon publicou nota técnica nesta terça-feira no Diário Oficial da Cidade dizendo que a loja que quiser comercializar a sacolinha não deve colocar o logotipo da empresa, “de forma que consumidor não faça uma publicidade ou propaganda para o fornecedor e ainda tenha de pagar por isso”. Se houver a logomarca, continua o texto, a distribuição deverá ser gratuita.

O estabelecimento flagrado cobrando por sacola com a marca estampada será notificado e, se não se adaptar, será multado.

Atualmente, estão disponíveis duas sacolas: a verde, para materiais recicláveis, e a cinza, onde deve ser colocado o lixo orgânico. A impressão das instruções do material que deve ser colocado em cada tipo de embalagem é obrigatória.

A medida foi aprovada por consumidores que, ontem, ainda pagaram R$ 0,08 pelas embalagens em lojas em Pinheiros (zona oeste).

“É bom saber [que os mercados são proibidos de cobrar quando há o logo]”, disse o aposentado Dárcio José Barbaglia, 62 anos.

Para o estudante Natan Silva Santiago, 18 anos, é correta a proibição. “Não tem por que pagarmos para mostrar o logo da marca. Artista não paga para fazer propaganda de marcas.”

Já o bancário César Augusto Parizotto, 45 anos, gosta da cobrança, embora concorde com a nova regra. “Mesmo se você fizer uma compra pequena, pode levar quantas sacolas quiser, pois vai pagar. Para mim é melhor, pela quantidade que posso escolher.”  

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