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‘Existe tiroteio, mas faz parte da Rocinha’, diz ministro da Defesa

As operações policiais na Rocinha completam um mês com o bandido mais procurado do Estado foragido. O Disque Denúncia segue oferecendo R$ 50 mil por informações que levem ao atual responsável pelos pontos de vendas de drogas na comunidade, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157. Desde o dia 17, ele disputa o território com a antiga liderança, Antonio Bonfim Lopes, o Nem, em guerra que terminou com 27 criminosos presos e dez mortos em confronto com a polícia. Na tarde de ontem, um homem foi morto na localidade Valão. Mas a Polícia Militar negou que houve tiroteios.

“Eu já vivenciei disputas entre quadrilhas em comunidades da zona sul e todas elas com desfechos sangrentos. Fizemos intervenção que procurou priorizar a estabilização do terreno e permitir que a Rocinha possa ter a vida que sempre teve”, destacou porta-voz da PM, major Ivan Blaz.

Nesses 30 dias de ações, 27 pessoas foram presas e sete menores apreendidos, além de mais de 40 armas. A PM tem 550 agentes atuando na área. Na segunda-feira, a polícia prendeu outro comparsa de Rogério 157. Felipe Melo de Assis Braga, o Belo, foi preso na casa da sogra, em Duque de Caxias, na Baixada.

Ministro: “Guerra acabou”

O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou ontem que a guerra na favela acabou, mas os tiroteios fazem parte da comunidade: “Quando chegamos à Rocinha, havia uma guerra e hoje não existe mais. Existe tiroteio, mas infelizmente faz parte da história da comunidade. Aquela situação agravada hoje não está valendo.”  

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