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Trabalhadores agendam paralisações para o mês em Curitiba

Como resposta aos recentes casos de violência em ônibus e estações-tubo, o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) anunciou ontem uma agenda com dez paralisações de uma hora – às 9h e às 15h – para este mês pela capital.

Ontem, em nova ocorrência, um motorista da linha Inter 2 foi esfaqueado por um passageiro. O homem estava ouvindo música alta no coletivo, gerando reclamações de outros passageiros.

Os casos mais graves aconteceram no fim de julho, quando um motorista foi assassinado durante um arrastão em Colombo, e na última sexta-feira, quando um cobrador foi morto a tiros no Capão Raso – este caso não teria sido um assalto, segundo as investigações.

Ações do sindicato

A primeira paralisação está marcada para acontecer nesta manhã na região central. O cronograma termina em um ato público com caminhada a partir da Praça Rui Barbosa no dia 20 (veja mais ao lado).

Antes das paralisações é possível que algumas linhas atrasem, já que o sindicato fará assembleias nos fins das madrugadas nas garagens das empresas. Ontem isto já aconteceu na Viação Sorriso e hoje irá ocorrer na Redentor.

“Nosso objetivo é ouvir a categoria e chamar a atenção dos órgãos públicos. O trabalhador está pedindo socorro, com medo de sair de casa e isto precisa mudar”, declarou o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

A categoria cogita inclusive uma greve geral caso a instalação de câmeras de segurança nos ônibus não aconteça. “Esta é nossa reivindicação. Queremos câmeras efetivas com monitoramento online pelas polícias como já acontece em Maringá. Em minutos a viatura mais próxima já recebe as imagens do assaltante”, disse Teixeira.

A Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) deve iniciar testes com filmadoras na próxima sexta (15), mas a Urbs ainda não teve a mesma iniciativa.

O Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) enviou um ofício ao Sindimoc para expressar solidariedade em relação aos episódios de violência e se colocou à disposição para encontrar soluções em conjunto. Contudo, as empresas avisaram o Sindimoc que os protestos anunciados estão “à margem da lei” e não serão tolerados. “As horas não trabalhadas serão descontadas ou ao menos compensadas”, diz nota. A Urbs diz apenas que está acompanhando a situação.  

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