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Manifestante é preso durante protesto na frente da casa de Doria

Ao menos uma pessoa foi presa durante uma manifestação realizada na manhã deste sábado (15), na frente da casa do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). O jovem foi encaminhado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) ao 78º Distrito Policial (Jardins) por supostamente ter cometido dano ao patrimônio público. Segundo os organizadores, a prisão aconteceu no momento da dispersão.

Em vídeo publicado no Facebook pelo Levante Popular da Juventude, organizador da manifestação, é possível ver o momento em que o rapaz é segurado pelas pernas por membros da GCM. No vídeo, os guardas citam que imagens teriam captado o momento em que o rapaz supostamente pichou um muro da casa do prefeito.

Com início por volta das 10 horas, a manifestação é contrária aos pacotes de concessões e privatizações da gestão Doria. No local, os jovens seguravam uma faixa com a frase «Doria, SP não está à venda».

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, Doria somente se manifestará sobre o ocorrido em coletiva. Por volta das 11h30, não havia mais manifestantes em frente à residência.

Segundo a organização, o militante foi escolhido aleatoriamente pela GCM, sem haver provas do ato. Assessora do movimento, Natali Santiago estima que cerca de 200 pessoas participaram da manifestação, que reunia jovens e estudantes contrários à política de privatizações, concessões e modificação do passe livre do governo.

«Foi a abordagem truculenta, entraram puxando, agredindo o militante sem dar explicação», afirmou Natali Santiago

‘Nenhum petista me intimida’, diz Doria
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reclamou sobre a manifestação feita em frente a casa dele, no fim da manhã deste sábado, 15. «Não há nenhum ‘ista’, nenhum petista, nem ninguém que me ameaça e que me intimida», disse Doria acompanhado do prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias.

«Hoje pela manhã, a minha residência foi cercada por manifestantes que pixaram o muro da minha casa, ameaçaram os seguranças que estavam aqui e fizeram uma manifestação em nome do MTST, do PT e de outros partidos esquerdistas» disse Doria a jornalistas. «Quero deixar registrado primeiro o meu protesto: residência não é local de manifestação, que façam em frente à prefeitura ou em outros locais, não ameaçando ou pixando muros», completou.

Quando questionado sobre a possível ação truculenta da GCM com os manifestantes, Doria despistou e não quis responder se concorda ou não com a ação. Ele disse que estava em casa no momento do protesto e que ouvia a movimentação.

«Aparentemente foi um movimento muito rápido, não houve tempo de reação e orientação também aqui não é estabelecer um campo de briga, nem um campo de luta», disse.

O prefeito fez questão de deixar claro que a manifestação não o fará recuar em seus planos de concessões e privatizações em São Paulo e acusou o movimento de ser ligado ao PT.

«Registro que isso não vai inibir as nossas ações nem o programa de desestatização que estamos fazendo exatamente para evitar o que os gostam: um estado gordo com governo generoso para oferecer dinheiro para os que frequentam os partidos de esquerda e que alimentam movimento como esse», completou ao confirmar que o muro será pintado ainda hoje.

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