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Júri de organizador de show com três mortes em Curitiba prossegue nesta quarta-feira

Será retomado nesta quarta-feira o julgamento do empresário Athayde de Oliveira Neto, organizador de um show em Curitiba que deixou três adolescentes mortos há exatos 14 anos, no dia 31 de maio de 2003, no Jockey Clube do Paraná, na capital.

O julgamento começou nesta terça-feira e ainda não havia sido interrompido até as 21h. Athayde é réu por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e motivação torpe.

Segundo a denúncia do MP-PR (Ministério Público do Paraná), Athayde vendeu, visando o lucro, mais ingressos do que a capacidade do espaço para o evento ‘Unidos pela Paz’. A acusação narra que houve atraso na abertura dos portões e o público que estava de fora começou a pressionar o portão, causando o pisoteamento e a asfixia dos que estavam na frente.

No tumulto, morreram Mariá de Andrade Souza (então com 14 anos), Larissa Cervi Seletti (15) e Jonathan Raul dos Santos (15). Mais de 40 outros jovens ficaram feridos.

Segundo a denúncia, foram descumpridas várias normas, inclusive a presença de agentes de segurança, e também não havia alvará do Corpo de Bombeiros para o evento. “Primeiro, ele contratou uma pseudo empresa de segurança, que de segurança não era nada (…) apenas duas ambulâncias para atender uma média de 30 mil pessoas que estavam lá”, detalhou a promotora Ticiane Louise Pereira à rádio Bandnews FM.

À época, Athayde chegou a ser detido, mas hoje responde ao crime em liberdade. O advogado Cláudio Dalledone, que defende Athayde, diz que o empresário não era o responsável pela venda dos ingressos, pelo setor financeiro e administrativo do evento.

“Veja, ele [Athayde] não tem responsabilidade nenhuma e isso vai ser exposto durante o julgamento”, diz Dalledone. 

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