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Entenda qual é o impacto da crise política no Tesouro Direto

Para Francis Wagner, idealizador do App Renda Fixa, títulos públicos continuam sendo um investimento seguro. Confira as dicas:

Há risco de investir no Tesouro Direito?

Nenhum investimento é livre de riscos, mas mesmo com a situação política atual, os títulos públicos continuam sendo os ativos mais seguros do mercado, pois contam com a garantia do governo federal. O principal risco nesse cenário é precisar vender seus títulos antes do vencimento e perder dinheiro ou deixar de ter a rentabilidade esperada devido à marcação a mercado que existe nos títulos indexados ao IPCA e prefixados.

O que faço com meus títulos do Tesouro? 

É importante ter em mente que esse tipo de investimento é para prazos mais longos. O ideal é levar o título até o vencimento. Assim, o investidor não tem problemas com as incertezas do mercado, pois o Tesouro Nacional garante o pagamento das taxas pactuadas no ato da compra desde que os títulos sejam levados até o vencimento.

Os títulos públicos ainda são uma boa opção?

Com certeza, sobretudo os títulos indexados à inflação, pois em momentos de crise pode-se aproveitar as oscilações nas taxas oferecidas. Um cenário de incertezas pode criar oportunidades para investidores mais arrojados ganharem com as oscilações nas taxas. Nesse caso, o investidor não leva o título até o vencimento, mas aproveita as variações de preços para comprar e vender em prazos curtos, antecipando os ganhos.

Como escolher o título?

É muito importante que o investidor saiba a característica de cada título. Por exemplo, investidores que desejam acumular patrimônio deveriam evitar títulos que pagam cupons de juros, pois a rentabilidade é impactada a cada cupom emitido. Já pessoas que querem uma reserva de emergência podem optar pelo Tesouro Selic. Outro fator muito importante é comprar títulos com prazos adequados às suas necessidades, pois alguns têm marcação a mercado e o resgate antecipado pode acarretar em resultados inesperados para o investidor.

Banco Central decide taxa de juros na quarta-feira

Em meio a uma crise política, o Banco Central define na próxima quarta-feira a taxa básica de juros, atualmente em 11,25% ao ano. Segundo pesquisa da Reuters, a mediana de 38 projeções aponta para um corte de 1 ponto percentual. Até o fim do ano, a Selic deve chegar a 8,5%.

Apenas 2 de 30 economistas consultados entre 24 e 26 de maio acreditam que Michel Temer completará seu mandato como presidente. Mesmo com a sua saída, no entanto, eles avaliam que cenário continua favorável para a forte queda dos juros.

Antes da divulgação do áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, as apostas do mercado era de uma intensificação do ritmo de corte da Selic para 1,25 ponto percentual. No dia seguinte, o mercado chegou a prever uma redução de apenas 0,50 ponto percentual. Nos últimos dias, as projeções majoritárias apontavam para a manutenção do ritmo de corte da Selic de 1  ponto percentual.

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