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Aécio se defende: ‘fui vítima de criminosa armação’

O senador afastado Aécio Neves se defendeu das acusações de que teria recebido R$ 2 milhões em propina após delação dos donos da JBS. Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, o político disse que errou ao procurar quem não deveria e alegou ser vítima de uma armação criminosa.

“Fui vítima de criminosa armação. Mas isso não significa que não tenha errado. Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão (Joesley Batista), que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo”, disse Aécio.

“Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”, completou.

Aécio afirmou que não cometeu crime nenhum e disse que foi ingênuo ao procurar Joesley para oferecer a compra do apartamento de sua mãe.

“Em março deste ano, solicitei a minha irmã e minha amiga, Andrea, que procurasse o senhor Joesley, a quem ela não conhecia, e oferecesse o que já havíamos feito sem sucesso com outros empresários brasileiros: a compra do apartamento em que minha mãe mora, herança do seu falecido marido, e que já estava à venda. Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa”, disse.

“Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil e contra os brasileiros, em razão da crise provocada pela divulgação das gravações. Para eles, o crime e a calúnia certamente compensam”, finalizou.

Depois das acusações, Aécio foi afastado do Senado e também deixou a presidência nacional do PSDB. A irmã e o primo do político foram presos nos desdobramentos da investigação.

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