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Postos de saúde em São Paulo não têm seringa para insulina

Postos de saúde de São Paulo enfrentam falta de material para tratamento de pacientes diabéticos, como seringas para aplicação de insulina e fitas para medir o nível de glicemia do sangue.

Em unidades de saúde consultadas pela reportagem em todas as regiões da cidade, a falta da seringa é uma constante. O material está em falta e os atendentes das UBSs dizem que não há previsão de quando ele vai chegar.

O técnico em eletrônica Mauri Pereira diz que, desde o início do ano, não encontra seringas para aplicar insulina na mãe, com 80 anos, e o gasto é de cerca de R$ 500 por mês. “A gente faz uma vaquinha e acaba tendo que comprar”, disse.

O representante comercial Eduardo Vital diz que também não encontra nos postos tiras para testes de glicemia. “Se você não tem a tira reagente, que é muito cara, para ver quanto está sua glicemia, você não sabe que quantidade de insulina pode se aplicar”, afirma.

A prefeitura diz que a situação será normalizada na próxima semana.

 

Estoque será regularizado na próxima semana 

Em entrevista ontem pela manhã ao programa “90 Minutos”, na Rádio Bandeirantes, o prefeito João Doria (PSDB) disse que foi obtida a doação de 300 mil seringas por parte de uma empresa que serão distribuídas às UBSs até o dia 10, próxima segunda-feira.

Sobre as fitas reagentes, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo disse que o material foi comprado, deve ser entregue pelo fornecedor até sexta-feira e chegar à rede de UBSs na semana que vem –o prazo de entrega dos medicamentos para as unidades passou a cinco dias úteis, segundo a pasta.

De acordo com a secretaria, uma compra foi feita em fevereiro deste ano, que correspondia a 100% da necessidade, mas, devido à alta demanda reprimida, as fitas acabaram antes do previsto.

 

Entenda mais

‘Insulina é necessária todo dia’

Segundo Marcio Krakauer, diretor da SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo), um paciente com diabetes tipo 1 precisa aplicar insulina várias vezes ao dia e aqueles com a tipo 2 variam de uma a várias vezes ao dia.

Sem o produto, de acordo com o médico, o paciente pode entrar em uma situação chamada cetoacidose diabética, que pode levar até a morte.

Sobre o controle da glicose, feito com as fitas reagentes, Krakauer diz que ele deve ser feito todos os dias. Ficar sem o exame, por exemplo, uma semana, diz o médico, é “perigoso”, pois a glicemia pode variar tanto para cima quanto para baixo “e o diabetes vai ficar descontrolado”.

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