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Defesa de Dilma diz que é natural pedido de vista no TSE

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff afirma que é “natural um pedido de vista” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pede um julgamento rápido, mas respeitando o direito de todas as partes. O advogado da petista, Flávio Caetano, falou com os jornalistas nesta manhã de terça-feira, na sede do TSE.

Segundo Caetano, Dilma vai acompanhar o julgamento e está “tranquila e confiante”. “São dois anos e quatro meses dessa investigação e, desde o começo, acreditamos que todas as acusações são improcedentes. E, nesta terça-feira, é o dia que o tribunal vai reconhecer a improcedências delas”, afirmou.

Questionado sobre a alegação da defesa do atual presidente Michel Temer (PMDB) de que é preciso separar as contas dele e de Dilma, o defensor da petista afirmou que “a chapa é indivisível”.

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“Desde o começo tivemos um único entendimento e defendemos isso sempre. Nossa Constituição e nosso Código Eleitoral estabelecem que a eleição do vice depende da eleição do presidente. A prestação de contas é única, assinada por Dilma, Temer e Edinho Silva (tesoureiro da campanha), e toda a campanha foi feita pelos dois. Havia contas separadas, sim. Quatro contas de campanha, que compunham uma única prestação de contas. Todos os recibos eleitorais são assinados por um único tesoureiro, o Edinho Silva. Dos R$ 350 milhões arrecadados, R$ 20 milhões foram pela conta de Michel Temer e R$ 330 milhões pela conta da Dilma”, explicou.

Flávio Caetano detalhou que o PMDB destinou apenas R$ 3 milhões dos R$ 20 milhões para a disputa presidencial e ainda fez acusações contra o atual ministro-chefe da Casa Civil: “Dos R$ 20 milhões arrecadados por Temer, R$ 17 milhões foram transferidos para candidaturas estaduais. Apenas R$ 3 milhões foram usados na campanha presidencial, sendo que R$ 2 milhões foram para uma única gráfica de um amigo de Eliseu Padilha”.

Por fim, a defesa da petista classificou a ação como a “mais importante da história do tribunal”, considerando natural um pedido de vista.

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