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Comida, plano de saúde e remédio impedem a queda do índice de preços

Alimentação, saúde e despesas pessoais responderam por 67,5% – ou 4,25 pontos percentuais – da inflação de 6,29% em 2016.

Após uma alta de 12,03%, os preços de Alimentação e Bebidas subiram 8,62% no ano passado. Entre os alimentos consumidos em casa, os destaques foram os feijões (56,56%) e o arroz (16,16%).

“O clima mais rigoroso tem provocado problemas nas lavouras, então, os alimentos têm sido um elemento de pressão sobre o custo de vida”, disse a economista do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. No entanto, o maior impacto individual do ano para o IPCA coube à alimentação fora de casa, com 0,63 ponto percentual, após uma elevação de 7,22%.

Também pressionaram a inflação os gastos com saúde, que subiram 11,04%. A maior alta veio dos planos de saúde, de 13,55%, a mais elevada desde 1997. Já os remédios tiveram aumento de 12,50%, o maior desde 2000.

A principal contribuição para conter a inflação no ano veio da energia elétrica, com queda de 10,66%. Em 2015, a conta de luz subiu 51%, com a introdução das bandeiras tarifárias e reajustes de tarifas.

Já a inflação de serviços,  setor que vem sofrendo os efeitos da demanda fraca, viu a alta desacelerar em 2016 a 6,50%, contra 8,09% em 2015.

“O desemprego foi aumentando, e o crédito permaneceu muito caro com as pessoas deixando de comprar por estar sem emprego. Com tudo isso vimos a demanda muito reprimida,” resumiu Eulina.

arte

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