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Justiça liberta jovens presos em protesto contra Temer em São Paulo

Os 18 jovens presos no domingo pela Polícia Militar na capital acusados de portar objetos que supostamente seriam usados para cometer vandalismo durante o protesto de domingo foram soltos nesta segunda-feira pela Justiça. Em audiência de custódia, o juiz entendeu que não havia indício de crime. Os jovens foram detidos horas antes da manifestação, que teve início às 16h30, na avenida Paulista.

Segundo a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), os 18 adultos – que foram indiciados – e outros 8 adolescentes estavam com pedras e uma barra de ferro, que serviriam para cometer violência durante o protesto. A polícia divulgou nove fotos dos materiais apreendidos e em nenhuma delas é possível ver os objetos citados.

A prisão foi criticada por movimentos sociais e políticos e que participaram do ato no domingo e reafirmaram nesta segunda que o tumulto no largo da Batata, após o término do protesto – que ocorreu de forma pacífica –, foi provocado pela polícia.

Em coletiva, a polícia disse que as prisões ocorreram dentro da lei e para prevenir possíveis atos de vandalismo. Sobre o tumulto, reafirmou que não houve excesso e que lançou bombas de gás e usou jatos d’água para conter depredações.

Os movimentos sociais convocaram mais dois protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) na capital: nesta quarta-feira, na praça da Sé, às 14h, e quinta-feira, às 17h, no largo da Batata.

Denúncia internacional

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ontem que fará representação contra a conduta da Polícia Militar durante o protesto na OEA (Organização dos Estados Americanos). O congressista, que participou do ato, disse que o “objetivo” da polícia é passar a imagem de confronto para colocar medo na população e evitar novas manifestações.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu que a ação foi necessária para evitar vandalismo. “O fato é que tem depredação e ainda querem passar a história de que a polícia é que é a culpada.”

Devolva-me

O ex-senador Eduardo Suplicy teve a carteira furtada durante o protesto e pediu em rede social que entrem em contato caso a encontrem. 

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