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Após voltar da China, Temer terá a pressão de retomar o crescimento

No retorno ao Brasil depois da viagem oficial à China logo depois de tomar posse, o presidente Michel Temer (PMDB) terá compromissos formais – como tirar a foto oficial que ficará nos gabinetes dos órgãos públicos e preparar a mudança para o Palácio da Alvorada –, mas também a árdua missão de, em pouco tempo, tirar o governo da inércia provocada pelo período de interinidade.

Na lista de prioridade está colocar em marcha um conjunto de propostas, algumas consideradas impopulares, mas que são tratadas como aposta para a retomada do crescimento econômico e da geração de emprego.

O governo avalia que apenas com o êxito de medidas concretas as feridas provocadas pelo processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) vão ser cicatrizadas e haverá o retorno da normalidade no país.

Em razão disso, Temer determinou foco na proposta de criação do teto dos gastos públicos, uma sinalização de que o controle das despesas deve partir do Executivo. Em paralelo, o governo prepara uma massificação do debate sobre a importância da reforma da Previdência, que custará
R$ 200 bilhões em 2017.

A formação da base de apoio às medidas do Congresso é outra trincheira ainda não superada. Temer quer ser mais participativo na articulação política, o que significa estar presente nos encontros com deputados e senadores. A estratégia é evitar que o discurso da oposição, novamente a cargo do PT, possa soar mais alto.

A Justiça é uma sombra. Além da votação dos recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) que tratam do processo do impeachment – são pelo menos oito ações –, Temer também aguarda o desfecho das ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que tratam de abuso de poder econômico e político na campanha de 2014. Se as suspeitas forem confirmadas, Temer pode ter o registro cassado e perder o mandato.

A defesa do presidente, contudo, acredita que poderá provar que Temer como vice não tinha participação nas finanças eleitorais.

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