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‘Estamos presenciado GCMs acuados’, diz o pré-candidato em SP Major Olimpio

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo e parlamentar Major Olimpio (Solidariedade) criticou as últimas ações da atual gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), que proíbe a GCM de usar armamento letal e também de realizar perseguições a veículos que estiverem em atitude suspeita. A medida foi publicada no Diário Oficial de sábado (2) após casos de abusos por parte da instituição e que resultaram na morte de crianças.

Para o político, “a portaria é equivocada” e passa a mensagem de que os guardas “não podem fazer a segurança adequada”. “Qual é o recado que ele deu aos guardas? Que eles se omitam, não façam nada. Estamos presenciando policiais acuados”, disse Major.

Sobre as recentes mortes de crianças por GCMs, Olimpio acredita que esse tipo de caso precisa ser apurado. “O resultado de morte sempre é trágico. Mas é preciso apurar, conferir os laudos, ouvir testemunhas e descobrir se houve exagero. O que não podemos fazer é generalizar e criar essa portaria”, explicou.

O pré-candidato esteve no Grupo Bandeirantes de Comunicação nesta sexta-feira (8).

Ciclovia não pode só ser marca de gestão

Para o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Major Olimpio (Solidariedade) as ciclovias foram feitas apenas “para deixar uma marca na gestão política” do atual prefeito Fernando Haddad (PT).

“É preciso fazer um estudo técnico e revisão de critérios. Ninguém vai acabar com as ciclovias. Elas têm que ser usadas como transporte, esporte e lazer, nunca para ser uma marca de gestão”, disse.

O parlamentar falou ainda que algumas das ciclovias apresentam riscos de segurança. “Elas estão em locais sem movimentação nenhuma ou ficam ao lado de corredores de ônibus, por exemplo”.

Para Major Olimpio, a redução das velocidades das vias também foi feita com o mesmo objetivo das ciclovias: apenas um legado da gestão. “Quando a prefeitura estabelece um limite de velocidade, tem que ser realizado estudos técnicos em relação à segurança da rua. Não pode ser apenas uma marca na gestão”, criticou.

Segundo o político, a redução “brusca” dos limites “está provocando muitas colisões e nada contribui para a reeducação do trânsito”. “Ainda temos motociclistas morrendo e pessoas sendo atropeladas. Temos um dos trânsitos mais violentos do mundo”, completou Olimpio.

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